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A SPEA é uma ONG de ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras.
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Tecnologia

Seguimento individual de aves marinhas

A fim de efectuar o seguimento de aves marinhas é necessário recorrer a tecnologia avançada e vanguardista. Devido à dificuldade em averiguar o comportamento das aves marinhas em alto mar, estamos dependentes de informação fornecida por pequenos dispositivos colocados na própria ave. Estes dispositivos e métodos de seguimento têm bastantes variações entre si.

Abaixo apresentamos alguns dos dispositivos actualmente usados no âmbito do projecto FAME, e uma breve explicação de como funcionam:

       GPS-loggers 

Este método de seguimento utiliza a mesma tecnologia de satélite que uma unidade GPS para automóveis,  para nos indicar em alta resoluçãos locais por andam as aves têm andado e distâncias percorridas. O dispositivo pesa cerca de 16 gramas, e é acoplado às penas do dorso da ave, com fita adesiva impermeável. O dispositivo ficará acoplado durante cerca de uma semana, período ao fim do qual terá de ser recolhido através da recaptura da ave. Os dados serão posteriormente descarregados para um computador. Se a recaptura falhar, eventualmente o dispositivo desprender-se-à, de modo a evitar que a ave carregue o seu peso durante muito tempo.


Corvo-marinho-de-crista com GPS-tag@Andy Hay


TDR (Time Depth Recorder) tags

Estes dispositivos foram originalmente concebidos para uso em peixes, de modo conseguirem medir a profundidade do peixe através de medições precisas de pressão. Agora estão a ser utilizados em aves marinhas para averiguar as profundidades de mergulhos de alimentação. Em conjunto com  GPS-tag, consegue-se obter  uma informação 3D bastante completa, referente ao local onde a ave se foi alimentar, e qual a profubdidade de mergulho, aquando de chegada ao local de alimentação. Este é o tipo de informação necessária para definir a importância dos recursos alimentares destas espécies.

GLS tags

Os GLS tags medem níveis de luz e horas do nascer e pôr do sol para estimar uma localização dentro de um raio de 200 kms. São tão pequenos que podem ser  acoplados a um pequeno anel ou anilha, que a ave pode ter numa pata durante uma ano ou mais. Os dados não são tão precisos como os provenientes de GPS tags, por isso através destes dados não se retira informação das localizações exactas da ave numa dada altura, mas são usados para saber onde as aves se movimentam ao longo do ano. 


Gaivota-tridáctila com GLS-tag@Liz Mackley

Existem também outros tipos de métodos de seguimento e respectivos dispositivos. Todos têm as suas vantagens e desvantagens quanto a precisão dos dados, quantidade potencial de dados recolhidos, e peso do dispositivo. Na última década, avanços na tecnologia permitiram a obtenção de resultados cada vez mais precisos, dispositivos cada vez mais leves, o que permite a sua aplicação em espécies de menor porte.

  • A tabela seguinte pretende clarificar as diferenças entre os diferentes métodos de seguimento:


Métodos de seguimento de aves marinhas - adaptado de Ramírez et al, 2008. Áreas Importantes para as Aves Marinhas em Portugal.


                                                                                               Cagarra@Pedro Geraldes

  • Trabalhos a decorrer:

A SPEA em colaboração com o Dr. Vitor Paiva (IMAR/CMA) marca regularmente Cagarras com GPS-loggers na ilha das Berlengas, com o objectivo de recolher dados relativos ao período de pré-postura. Os dispositivos serão recolhidos no final de Maio. Em Junho, durante o período de incubação, serão colocados dispositivos em Gaivotas-de-patas-amarelas. Em Setembro, mais Cagarras são marcadas com o intuito de recolher dados referentes ao período de alimentação das crias. Foi também testado no âmbito do FAME pela primeira vez a colocação de GLS-loggers em roque-de-castro Oceanodroma castro.

Uma equipa da SEO/BirdLife marcou também em 2010, 40 Pardelas-baleares em Ibiza, em colaboração com CBEC-CNRS (em colaboração com a LPO). Esta equipa também marcou com PTTs 5 indivíduos da mesma espécie em Maio e Junho. Este Verão, a SEO irá também seguir Cagarras com GPS-loggers, em Gibraltar (20/30 dispositivos), e talvez também na Galiza, embora esta acção esteja a ser ponderada, devido a estas colónias serem consideradas muito sensíveis a perturbação.

A LPO tem efectuado, em colaboração com o CNRS (Centre National de Recherche Scientifique), trabalho de monitorização na colónia de Alcatraz da Reserva Nacional de Sept-Iles, a única da espécie em França. Em 2010 foram marcadas 35 aves com GPS-tags no sentido de registar as viagens de alimentação durante o período reprodutor.

A RSPB tem também efectuado trabalho de seguimento individual de aves, nas ilhas remotas de Fair Isle, Orkney e Colonsay. Os investigadores responsáveis estão a utilizar GPS-tags, GLS-tags e TRD-tags a fim de aprofundar o conhecimento sobre espécies como o Fulmar, o Corvo-marinho-de-crista, a Gaivota-tridáctila, o Airo e a Torda.

 


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